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Um milagre em Betânia

Um milagre em Betânia

“Estava, porém, enfermo um certo Lázaro, de Betânia, ...” (João 11:1-4). A doença rodeia o homem - não poupa famílias, ricos ou pobres. Algumas vezes o jovem, outras, o velho; alguns às vezes, no vigor de seus dias, são prostrados em um leito de doença. “Lembrai-vos dos que sofrem adversidades, como sendo-o vós mesmos também no corpo”.
As razões pela qual Deus permite doenças são variadas:

I - O caso - a pessoa:

“Estava, porém, enfermo certo Lázaro”. Lázaro era evidentemente um filho de Deus e apesar disso estava doente. Como ele obteve essa graça não nos é dito. Seu nome não é mencionado antes. Se nos é permitido supor, é provável que Maria tenha sido a primeira da família a conhecer o Senhor (Lc. 10), depois talvez Marta, deixando os seus muitos afazeres, sentou-se também aos pés de Jesus; e as duas influenciaram seu irmão Lázaro a vir também. Em todo o caso, ele era um filho de Deus. Pertencia a uma família cristã. Todos na sua casa eram filhos de Deus - eram um por natureza e um pela graça. Família feliz a de Betânia, indo lado a lado para a glória! Mesmo assim o braço da doença alcançou aquela casa - Lázaro estava enfermo. Ele era amado por Cristo de maneira especial: Obs “Eis que está enfermo aquele que Tu amas”. “Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro”. “Lázaro, o nosso amigo, dorme”. Como João, o discípulo amado, assim também Jesus tinha um amor peculiar por Lázaro. Não posso dizer porquê. Ele era um pecador, como qualquer outro homem; mas, talvez quando Jesus lhe lavou e renovou, Ele lhe deu mais de Sua semelhança do que a outros crentes. Uma coisa é certa - Jesus o amava, e apesar disto, Lázaro estava doente.
Aprenda a não julgar as pessoas por causa da aflição por que passam. Os três amigos de Jó tentaram provar-lhe que ele deveria ser um hipócrita e um homem muito mal, porque Deus o estava afligindo. Eles não sabiam que Deus aflige Seus próprios e queridos filhos. Lázaro estava doente, o mendigo Lázaro estava cheio de chagas e Ezequias estava doente, caminhando para a morte; e apesar disto todos eram peculiarmente amados por Jesus.
Os filhos de Deus não deveriam duvidar de Seu amor quando são afligidos. Cristo amou Lázaro particularmente, e apesar disto Ele o afligiu com muitas chagas. Um cirurgião nunca dirige seus olhos tão carinhosamente sobre seu paciente como quando está colocando o bisturi, ou quando examina o ferimento a fundo. É assim também com Cristo; Ele inclina seu olhar mais ternamente sobre os seus quando os está afligindo. Não duvide do santo amor de Jesus por sua alma quando Ele pesa Sua mão sobre você. Jesus não amava menos a Lázaro quando o afligiu, pelo contrário, o amava mais - “Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Pv. 3:12).

II - O lugar:

“De Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta”. Betânia é uma cidadezinha afastada aproximadamente duas milhas de Jerusalém, num desfiladeiro atrás do Monte das Oliveiras, rodeada de árvores e muito agradável. Mas tinha uma graça ainda maior aos olhos de Cristo - era a cidade de Maria e sua irmã Marta.
Provavelmente as pessoas em Jerusalém conheciam Betânia como sendo a cidade de um rico fariseu, ou algum nobre ostentoso; mas Jesus conhecia aquela cidade como a cidade de Maria e sua irmã Marta. Provavelmente elas moravam numa cabana humilde, embaixo da sombra de uma figueira; mas aquela cabana era querida para Cristo. Com freqüência, quando Ele ia ao Monte das Oliveiras, a luz que emanava da janela daquela cabana alegrava seu coração. Muitas vezes talvez, Ele tenha sentado sob sua figueira falando-lhes do reino de Deus. Seu Pai amava aquela residência, pois lá habitavam justificados. E os anjos sabiam disso muito bem; noite e dia eles ministravam lá para três herdeiros da salvação. Não é de admirar que Ele chamava o lugar de “a aldeia de Maria e de sua irmã Marta”. Este era seu nome no céu.
Hoje ainda é assim. Quando as pessoas pensam em nossas cidades, elas a chamam da cidade de algum rico mercador, ou de um grande político; não a cidade de nossas Martas e Marias. Porém, talvez algum pobre sótão onde um eminente filho de Deus habita, dê àquela cidade seu nome e interesse na presença de Jesus.
Prezados crentes, quão grande é o amor de Cristo por você! Ele conhece a cidade que você mora - a casa em que habita - o quarto onde ora. Muitas vezes Ele está à porta - “Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; os teus muros estão continuamente diante de mim” (Is. 49:16). Como o noivo que ama o lugar onde sua noiva habita assim Cristo sempre diz: Lá habitam àqueles pelos quais morri. Aprenda a ser como Cristo sobre este assunto. Quando um comerciante olha o mapa do mundo, seu olho se volta aos lugares onde seus navios estão; quando um soldado o faz, ele olha para os antigos campos de batalhas e cidades fortificadas; mas um crente deve ser como Jesus - deve amar os lugares onde os crentes habitam.

III - A mensagem:

1) Elas “Mandaram-lhe, pois, dizer”. Este parece ter sido o primeiro recurso que utilizaram quando a doença veio. Elas não cogitavam que um problema físico não merecia Sua atenção. Ele havia lhes ensinado que “uma coisa era necessária” e Maria havia escolhido a boa parte que não poderia lhe ser tirada; mesmo assim, elas bem sabiam que Jesus não desprezava o corpo. Elas sabiam que Ele tinha um coração que sofria por todo tipo de angústia; e por essa razão elas mandaram dizer a Jesus. Isto é o que você deve fazer: “Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sl. 50:15). Lembre-se que não há aflição grande demais para levar a Ele e também nenhuma tão pequena: “Antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças” (Fp. 4:6). “Lança o teu cuidado sobre o Senhor” (Sl. 55:22).
O que quer que seja, leve a Jesus. Alguns crêem em Cristo com suas almas, mas não com seus corpos - para sua salvação, mas não para sua saúde, porém, Ele gosta de ser chamado em nossos pequenos problemas.
2) O argumento: “Eis que está enfermo aquele que Tu amas”. Se uma pessoa do mundo tivesse sido enviada para Cristo, ela poderia ter dado um argumento muito diferente. Ela poderia dizer: Aquele que Te ama está doente. Aqui, porém está alguém que creu no nome de Cristo. Que o confessou diante do mundo, sofreu reprovação e escárnio por amor a Ele. Marta e Maria sabiam melhor como pleitear com Jesus. O único argumento estava no Seu coração: “Está enfermo aquele que Tu amas”:
LAZARO COMO VOCÊ
Ele o amou com um amor eletivo. Gratuitamente por toda a eternidade Jesus o amou; Com um amor atrativo. Ele o arrancou de debaixo da ira de Deus, de servir o pecado; Com um amor perdoador. Ele o atraiu para Si e removeu todos os seus pecados; Com um amor sustentador. “Quem pode encorajar-me além de ti?”. Ele por quem morreste; ele o qual escolheste e mantiveste até agora – ELAS MEXERAM COM JESUS QUE TUDO ISSO FEZ POR LAZARO E VOCÊ E QUE TEM ESSE GRANDE SENTIMENTO CHAMADO AMOR quando o disseram:
“Está enfermo aquele que Tu amas”.
Aprenda a suplicar para Cristo, queridos crentes. Muitas vezes você não recebe, porque não pede de forma correta: "Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites." (Tg. 4:3). Muitas vezes você pede orgulhosamente, como se fosse alguém; desta forma, se Cristo lhe atendesse estaria somente nutrindo suas cobiças. Aprenda a deitar nas cinzas e suplicar somente por seu amor gratuito. Tu me amaste não por alguma coisa boa em mim:
“Apesar de não haver nada bom em mim, fui escolhido;
A fugir da ira, fui despertado;
Ao lado do Salvador estou escondido e refugiado;
Pelo Espírito santificado”.
3) Uma santa delicadeza na oração. Elas colocaram o assunto a seus pés, e o deixaram lá. Elas não disseram: Vem curá-lo; vem rápido Senhor. Elas sabiam do Seu amor - elas acreditavam na Sua sabedoria. Elas deixaram o caso em Suas mãos: “Senhor, está enfermo aquele que Tu amas”. “E veio ter com Ele grandes multidões, que traziam coxos, cegos, mudos, aleijados, e outros muitos, e os puseram aos pés de Jesus, e Ele os sarou” (Mt. 15:30). Elas não pediram, mas deixaram sua miséria suplicar por elas. “Antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus” (Fp. 4:6)
Aprenda que insistência na oração não consiste tanto na veemência do pedido, mas na veemência da fé. Aquele que crê mais no amor e poder de Jesus obterão mais na oração. Na verdade, a Bíblia não proíbe que usemos todos os nossos argumentos e supliquemos por dons específicos, tal como a cura de amigos. “E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva” (Mc. 5:23). “E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar” (Mt. 8:8). Ainda lá há uma santa delicadeza na oração, que alguns crentes sabem como usar. Como estas duas irmãs, coloque o assunto aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, está enfermo aquele que Tu amas".

IV - A resposta:
1) Uma palavra de promessa: “Esta enfermidade não é para morte”. Esta foi à resposta imediata à petição. Ele não foi, Ele não curou, mas enviou-lhes uma palavra capaz de fazê-las feliz. “Esta enfermidade não é para morte”. Imediatamente o mensageiro correu, cruzou o Jordão e antes do sol se pôr ele entra sem fôlego em Betânia. Ansiosas as irmãs correm para ouvir quais as novas de Jesus. Boas novas! “Esta enfermidade não é para morte”. Doce promessa! Os corações das irmãs estão confortados e sem dúvida elas falaram desta alegria para o doente. Mas ele se torna cada vez mais fraco e a medida que olhavam, através de suas lágrimas, para a pálida face do seu irmão, elas quase vacilaram na fé. Mas Jesus disse e Ele não pode mentir; se não fosse assim, Ele nos diria. " Esta enfermidade não é para morte". Enfim, Lázaro dá seu último suspiro ao lado de suas irmãs que choram. Seu olhar é vago, sua face é fria, ele está morto; mas Jesus disse: “não é para morte”! Os amigos se reúnem para carregar o corpo e levá-lo ao sepulcro na rocha; e quando as irmãs voltam da tumba, sua fé está extinta, seus corações estão mergulhados em tristeza. O que Ele quis dizer com “não é para morte”?
Aprenda a confiar na Palavra de Cristo não importando qualquer que seja a circunstância. Vivemos em dias de trevas. Cada dia as nuvens se tornam mais pesadas e baixas. Os inimigos da Igreja estão mais obstinados. A causa de Cristo está ameaçada em todos os lugares. Mas nós temos a doce Palavra de promessa: “Esta enfermidade não é para morte”. Tempos mais sombrios ainda virão. As nuvens romperão e inundarão nosso país com uma enxurrada de infidelidade e muitos estarão como Maria, com o coração enfraquecido. A Palavra do Senhor falhou? Não, nunca! “Esta enfermidade não é para morte”. Os ossos secos de Israel viverão!
2) A explicação: “Mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. Alguns poderão perguntar: Por que Lázaro estava doente? Resposta: Para a glória de Deus. Cristo, por meio disso, de forma clara, tornou conhecido:
Seu surpreendente amor para com os seus, quando Ele chorou à entrada da sepultura;
Seu poder de ressurreição. Ele mostrou ser a ressurreição e a vida quando clamou: "Lázaro, vem para fora". Cristo foi muito mais glorificado então, do que se Lázaro não tivesse adoecido e morrido.
3) Assim é em todo sofrimento do povo de Deus. Às vezes um filho de Deus diz: Senhor, o que queres que eu faça? Eu pregarei, ensinarei e farei grandes coisas para Ti. Às vezes a resposta é: Sofra por minha causa.
5) Isto revela o poder do sangue de Cristo, quando concede paz numa hora de angústia, quando produz alegria na doença, pobreza, perseguição e morte. Não se surpreenda se sofrer, mas glorifique a Deus.

6) Nos concede graça que não podia ser vista em tempos de saúde. É o pisar nas uvas que produz o doce suco da vinha; assim também a aflição conduz à submissão, separação do mundo e o descanso completo em Deus. Use as aflições enquanto você as tem, para glória de Deus. Faça o compromisso ao Deus vivo o dizendo que sua vida sempre será para glorificar o nome dele
Os membros da Igreja da Escócia que assinaram o Pacto Nacional Escocês de 1638, que os obrigava a manter a Igreja da Escócia como foi organizada durante a Reforma, isto é, presbiteriana. Eles participaram em combate armado em obediência ao pacto assinado.
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